Paula Granello
FACE DOCE
e o mar, Aquele que é infinito Que afoga os aflitos Que guarda os segredos Dos velhos e lindos mitos? e a vida, Aquela que se faz de rogada Em vigília até alta madrugada Correndo pela estrada do tempo E sumindo a todo momento? e a parte bonita da história, Da luta sempre inglória Do medo que corta a memória Da farsa que a alma corrói Da fúria que tudo destrói? e o amar? Amargo, sorrateiro e cruel Faz-se doce, mas não produz mel Só surpresas carregadas de fel E a solidão de todo réu.
Texto publicado na antologia O Amor é Um Grito.
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