Saravaz
TRAGICOMÉDIA
do império, sucumbem os pilares duras sombras que entoam elegias baby, eu juro, se tu me olhares põe-se fim às odisseias vazias o tempo vil explode pelos mares eu teço nossas vãs mitologias quis ser Penélope, mas fostes Ares com sangue inimigo tu me ferias céu cinzento, queima rubra a memória n’alma deságua saudade sem fim musa que move a pena simplória Eros rasgou meu muro de cetim mesas de bar recontam nossa história o verso chora, o amor ri de mim.
Texto publicado na antologia O Amor é Um Grito.
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