Paulo Paulinho
NINGUÉM SABE O TEMPO QUE DURA O AMOR
ninguém sabe o tempo que dura o amor ele sobe os morros do Rio de Janeiro pega carona nas nuvens arde no sol de fevereiro o amor balançando nas folhas das árvores brisa quente no breu da noite o amor dengoso fazendo os corpos suarem - tambores tocam em seu nome - assim como nós, desconhece o seu tempo de duração insistimos nele como todo ser vivente que não precisa de precisão insistimos nele como faz a chuva que não sabe que cai que não sabe que molha e alimenta o amor e seu tempo ou sua falta de tempo pois ninguém sabe o tempo que dura o amor
Texto publicado na antologia O Amor é Um Grito.
Quero o livro
← voltar aos autores
Preparando…