Jean Sartief
REGRESSO
O homem perdido leva-me para a minha infância e pergunta-me sobre a verdade (sem reservas) desta casa habitada cheia de teias. Aranhas florais. O tapete furado, o colchão rasgado, as rachaduras – tantas e todas elas. O mofo embaixo dos meus pés. A verdade diz que aqui (sempre, entre todos os desastres) existiu espaço para o amor. A medida do sentido das coisas. Quando encontrei o teu retrato, esse almanaque em que me senti vivo, o homem perdido deixou de existir.
Texto publicado na antologia O Amor é Um Grito.
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