Cayle Angeline
Sem título
Minhas falhas entalam na garganta Me interrogo... Conseguirei falar? Tenho tentado dar tempo ao vento Para que ele sopre por onde devemos ou não trilhar Não me olhe com cara de quem ainda se espanta Com a solidão que meu peito parece pulsar Pois essa mesma melodia Também teu peito canta Não podemos nos sufocar Pois os ventos da mudança Me dizem que eu também tenho meu próprio tempo Trazem consigo novas danças Novas formas de lidar Te escrevi um poema/esperança Para que tudo não pudesse desandar Para reescrever os caminho O caos me enlouquece e essa também é minha fama Não quero que meu silêncio nos rasgue Pois sou onça-criança A raiva mesmo que incomum a mim ainda me invade Desculpa fazer alarde Ainda sou poeta... Não estranha Também sei que nunca aprendi a amar
Texto publicado na antologia O Amor é Um Grito.
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