Belom Dan
AMOR DE ESTAÇÕES
O amor preto salva e o seu vem me salvando Dizeres: falar de amor não se ganha, Bob me desculpe a demora. E o conjunto das formas se torna e assim acolhido e acolho, eu, você, nós. Ubuntu, antes tarde do que nunca. É demonstrar importância como o primeiro dia da semana, que cansa mês inteiro, finais de semana não é esperança. Acender uma vela pra reafirmar a morada, proteção, fogo, caminho, meu nome é a chama. Com distância sinto sua fome, e uma grande parte me consome, pois também quero comer. A espiritualidade tem manias bobas surpreendentes de nos fazer. Entender. Defensivo pra não chorar, alguém que chega invadindo, entra nos portões pra ajudar. Nem tudo podemos carregar. Chegamos em decisões importantes, uma delas que há mil maneiras de amar. Na prática. E de teoria eu estou saturado. Número um em ser grosseira, corrigir, moldar, mandar lavar a louça enquanto eu ponho a mesa. Os muros não são mais como antes, faltas nos ensinam a viver semelhante. Olho no olho e eu sinto meu peito e volto pro momento. Presente, como as folhas que caem a lua cheia que vem e vai.
Texto publicado na antologia O Amor é Um Grito.
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